Gestão de resíduos – 45% dos brasileiros sem acesso a serviço de esgoto

A gestão de resíduos no Brasil ainda é bastante precário. O Atlas Esgotos – Despoluição de Bacias Hidrográficas, divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA, órgão ligado ao Ministério das Cidades), mostrou que 81% – 4.490 de 5.570 – dos municípios despejam pelo menos 50% do esgoto que produzem diretamente em cursos d’água próximos, sem submetê-los a qualquer trabalho de limpeza.

O estudou mostrou que 45% da população ainda não tem acesso a serviço adequado de esgoto. Quase 70% dos municípios não possui nenhuma estação de tratamento. Conforme o estudo, 43% dos brasileiros são atendidos por sistema coletivo (rede coletora e estação de tratamento de esgotos); 12%, por fossa séptica (solução individual); 18% têm o esgoto coletado, mas não é tratado; e 27% não têm qualquer atendimento.

Tratamento do esgoto

Quase 90% das cidades do país trata menos de 60% do esgoto – o mínimo para que se possa lançá-lo nos rios, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Apenas São Paulo, Paraná e o Distrito Federal removem mais de 60% da carga orgânica dos esgotos produzidos em seu território.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) considera como atendimento adequado de esgoto sanitário o uso de fossa séptica ou rede de coleta e tratamento de esgoto. Dentro desse critério, 55% dos brasileiros dispõem do serviço adequado.
O estudo verificou as condições de saneamento nos 5.570 municípios do País, mas apenas das residências urbanas. Ou seja, o quadro seguramente seria pior se fosse avaliado o serviço também nas áreas rurais, tradicionalmente insatisfatório.

Gestão de resíduos e qualidade da água

O problema da falta de saneamento em grande parte do País afeta diretamente a qualidade da água. Para ser bem-sucedido, o tratamento deveria remover pelo menos 60% da carga orgânica dos efluentes oriundos do esgoto doméstico. No entanto, em 4.801 municípios esse tratamento remove menos de 60%.

A maioria absoluta das cidades, 70%, consegue remover no máximo 30%. No geral, considerando-se todo o País, apenas 39% da carga orgânica é retirada das águas nas estações de tratamento. Somente o Distrito Federal retira mais de 60% da carga orgânica. Das 100 cidades mais populosas, o índice considerado adequado é atingido por apenas 31.

Índice DBO
A carga de esgoto é medida em Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), que corresponde à matéria orgânica presente nele. Quanto maior a quantidade de DBO, pior a qualidade do esgoto. Diariamente, são produzidos no Brasil 9,1 mil toneladas de DBO, das quais somente 39% são tratadas. Isso significa que mais de 5,5 mil toneladas do esgoto domésticos é jogado, diariamente e sem nenhum tipo de tratamento, em rios que são usados pela população.

Rios mortos
Segundo a ANA, o país tem atualmente cerca de 83 mil km de rios na classe 4, considerados “rios mortos. Isso corresponde a 4,5% do total de bacias hidrográficas do país. De acordo com o Conama, os rios brasileiros são classificados em uma escala de 0 a 4 em termos de poluição. Um rio de classe 0, ou especial, é aquele de onde se pode beber água com a simples adição de cloro. Já um 4 é tão sujo que serve, na melhor das hipóteses, para navegação.

Bacias hidrográficas com altos índices de poluição por esgoto doméstico
Rio Ipojuca – PE
Rio das Velhas – MG
Rio Meia Ponte – GO
Rio Paraíba do Sul – MG, SP e RJ
Rio Iguaçu – PR
Rio dos Sinos – RS

Rios gaúchos entre os mais poluídos

O Rio Grande do Sul conta com três dos rios mais poluídos do Brasil. Localizados na Região Metropolitana de Porto Alegre, os rios Caí, Gravataí e Sinos são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 1,5 milhão de pessoas. O Estado também é deficiente no quesito tratamento do esgoto cloacal. O Estado coleta apenas 31,2% do esgoto gerado e trata menos de 13%. Os dados fazem parte do artigo “O Brasil e o Rio Grande do Sul diante do desafio global da gestão dos recursos hídricos”, da pesquisadora Mariana Lisboa Pessoa.

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